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O futuro é tão incerto.
Eu ando, paro, corro, paro, canso, espero, e não me acalmo.
A cada passo a pé descalço, sinto o infalso do meu chão e paro.
Mas ando, paro, corro, paro, até que vejo algo raro,
Uma luz me atrai como que um laço, a qual não se nega ida nem se entrega escasso,
Quando meus pés se firmam sobre o inexato,
Na solidez estreita do inseguro passo.
Se de esperança se faz meu dia, a minha noite se faz do fogo,
Que se não me larga teu incinero corpo,
Dum abraso beijo me asseguro o acaso.
Num porvir incerto me assossego o lombo,
Em seu sorriso-luz me afianço o passo.