quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Da Certeza do Suspeito


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O futuro é tão incerto.

Eu ando, paro, corro, paro, canso, espero, e não me acalmo.

A cada passo a pé descalço, sinto o infalso do meu chão e paro.



Mas ando, paro, corro, paro, até que vejo algo raro,

Uma luz me atrai como que um laço, a qual não se nega ida nem se entrega escasso,

Quando meus pés se firmam sobre o inexato,

Na solidez estreita do inseguro passo.


Se de esperança se faz meu dia, a minha noite se faz do fogo,

Que se não me larga teu incinero corpo,

Dum abraso beijo me asseguro o acaso.


Num porvir incerto me assossego o lombo,

Em seu sorriso-luz me afianço o passo.



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

¡Mira, Qué Surplo!



Estar lejos de casa tiene tantos significados que sería un erro sin igual tentar defínelos. Es un misto de medo e histeria, pero la medida que el tiempo se va paseando las emociones van cambiando y lo que resta es una nostalgia y una soledad.


La gente es tan afectuosa e tan hospitalera que no nos suple la necesidad de cariño y afecto. Es de todo una contradicción que no comprendo, tal vez se fuesen fríos y distantes me sentiría más calmada.


Tiempo para quedar en la cama y empezar una grande jornada en la arte de no hacer nada, simplemente no hay. Como se no fuese suficiente las clases todas ministradas en otra lengua que no la tuya de nacencia, las personas no quedan un minuto a descansar a si e ni a los otros.


Se estoy parada digiriendo las informaciones luego llega un y empieza a conversar tan rápidamente que mi mente mal acompaña. Sé que lo hacen por pura cordialidad, pero me resulta irritante.


Es todo muy bueno y perfecto, pero la imperfección de los míos es mucho más agradable para mí. Los quiero tanto mis amigos, no veo la hora de abrásalos nuevamente.


Lo que les acreciento como punto a favor es el habito de degustar el mate, en todo tiempo encontramos las personas por las calles con sus porongos y garrafas térmicas, pero sus yerbas son de sabor muy fuerte. También las bebidas calientes son baratísimas y los chicos muy hermosos y educados, me pareció que no son como muchos de Brasil, interesados solamente en “ganar” las chicas, tienen ojos bellos y fijos en un objetivo. Estas cosas me agradaran y espero que encuentre otras más para que no desanime en vivir acá.


Hoy es un día de domingo y en la casa al lado están todos charlando, riendo y bebiendo, por tres veces vinieran a llamarme, sin gusto algún tengo que ir…

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vida Louca, Vida Breve...



Estou a cerca de 2 meses da minha mudança de vida. Os preparativos seguem em ritmo satisfatório, as emoções encontram-se à flor-da-pele e a saudade já começa a importunar. Nem ao menos fui ainda.
Penso nos amigos, penso na família, penso na solidão que me visitará nas longas noites longe de casa, penso até mesmo na falta do meu violão.
Alcançar um sonho não é tarefa fácil, é uma longa jornada até se deparar com sua realização pessoal, mas me impressiono em como até isso me entremete em divagações filosóficas a respeito do sentido da busca, do sentido da vitória ou se apenas se lhe não tem. Tenho procurado não pensar nisso, ainda que nele decaia vez ou outra.
Não são muitos os medos que me tomam, muito maiores são as pré-nostalgias, entretanto não há como não se assustar com a possibilidade de rejeição, com a total mudança na maneira de viver, com a falta de êxito, mas ainda o maior medo que me toma é o da mudança dos que ficam. É fato que tudo mudará, eu também mudarei e é esse desconhecido que me traz histeria, contudo ainda me resulta excitante.

VIDA LOUCA, VIDA BREVE, JÁ QUE EU NÃO POSSO TE LEVAR QUERO QUE VOCÊ ME LEVE!

Sinto-me saltando de um avião, munida com um pára-quedas dos mais frajutos, a possibilidade de se estripar é grande, porém a sensação da queda é inigualável. Há os que preferem a segurança da terra firme, também é acolhedora para mim, mas, sem dúvidas, muito menos instigante que o perigo. Mesmo que se por um momento me fosse permitido ver o final dessa jornada e que se me apresentasse como falha, ainda assim arriscaria. Arriscaria como quem tem fé, como quem a tem na vida, ela que não se mantém uniforme, pois, de louca que é não se contém em si.


Entonces: Vamos hermanos! Viva la vida loca!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Do Bem e do Bom


Como gostaria de dizer que não me importo, que nada me possui, que nada me abala, como fora em outrora. Em um segundo me foi tirada a pose dos sentidos, o temperamento indiferente tão bem quisto, já não parece ter vigor algum. Agora eu me importo, eu me abalo, tudo mudou quando você chegou.

Perdoe-me baby, eu não sei amar a moda antiga. Perdoe-me não chorar quando você recita Shakespeare. Perdoe-me porque não sou aquilo que você espera. Nem posso satisfazer suas velhas aspirações adolescentes.


Perdoe-me por ter mesclado sua vida na minha mesmo sabendo que elas não podem se misturar. Perdoe-me por estar usando sua imagem a todo tempo em meus pensamentos, e gastar seu nome em gritos intercalados dentro de mim.


Você sonha com o perfeito, com o belo, com o pra sempre; mas, em meus devaneios percebo as coisas da forma que se não devem perceber: o perfeito me enoja, o belo me entedia, o meu pra sempre já acabou. Enquanto buscas o cômodo, o desconhecido está a me atrair.


Mas baby me perdoe, não escolhi trilhar esse caminho, quisera eu ter sido moldado à medida dos teus passos e ao tamanho do teu desejo; mas o meu amor nem de longe é o que sonhastes, se perante ele nem te vem a fome nem a vontade de comer.


O meu amor é bandido, é proibido, é às avessas. São figos de mangueira e mangas de figueira. É suco de limão que parece tamarindo, mas tem gosto de groselha. É fogo que consome e que de todo é consumido, é o prazer da morte e a dor de um beijo, é a alegria da perda, a saudade do que não viveu.


Perdoe-me baby, eu não sei amar a moda antiga, mas você quer amar como ninguém ama? Levo-te comigo, serei seu abrigo e a sua perdição, te comerei o juízo e antagonicamente te encherás de razão. Cantaremos aos ossos e choraremos sobre a rosa.


Mas não pense muito, você pensa demais, jogue fora sua régua, esqueça seu costume imposto, o momento é agora, o certo não existe, o certo é agente que faz.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Ciclo da Vida


"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.
E termina tudo com um ótimo orgasmo!
Não seria perfeito?"


(Charles Chaplin)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Travel


Resolvi escrever algo muito inútil hoje! Tenho o costume de fazer essas coisas, mas neste dia em especial me sinto muito motivada a transpor as barreiras da inutilidade. De que estou falando? Óbvio, de paixão.

É tão impressionante como ela nos congela os sentidos, nos levando do estado de racionalidade para um além de nossas cognições; seria como se num instante nos esvaísse de senso e fossemos movidos unicamente pelo instinto. Em poucos momentos nos assemelhamos tanto ao que realmente somos, animais, com algum adestramento, mas ainda animais.

Os resquícios da razão fazem sua tentativa: “não se entregue”. Mas parece ser insuficiente, já estamos entregues, como um barco em alto mar, sem velas e sem naus, a onda leva, não se sabe pra onde. Uau, isso parece perigoso! E deveras o é. Entretanto quem se importa? Aliás, quem se recorda de ter se percebido neste estado de tão grande perigo? É, supõe-se agora esta subconsciência.

Não se iluda, você jamais sairá dessa odisséia ileso. Por mais bem sucedida que se culmine sua viagem, ainda assim você trará as agruras desta deriva. Ausentar-se de si tem suas desventuras, mas porque não dizer que ainda assim tem como apreciar essa peripécia?!

Uma psicodelia está tão de bom-tom em nossos tempos.

Porque estou falando disso? É, meus caros, fui pega! Não há como se desvencilhar, fugir será uma tentativa vã, afinal, não se pode fazer muito sem velas e remos, é contar com a sorte. Já vivo as primeiras adversidades dessa jornada, já me debati muito, já balancei meu corpo contra a onda, e acredite, faz ficar mais difícil.

A partir de agora fecho os olhos, sinto o balanço, há tantas cores e sons, há tantos gostos e percepções, como numa viagem de ácido, cair numa “bad trip” faz parte, se o embalo está me levando para rochas já não importa, não abrirei os olhos até que tenha ancorado em terra firme novamente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010


"Não voltaria um único dia na minha vida, e lembranças boas é o que não me faltam.
(...)
Não voltaria ao dia de ontem - e ontem eu era mais jovem do que hoje, ontem eu era mais romântica do que hoje, ontem eu nem tinha pensado em escrever esta crônica, ontem faz mil anos. Não tenho saudades de mim com menos celulite, não tenho saudades de mim mais sonhadora. Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. (...) Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim.
"
(Martha Medeiros)


O tempo é uma constante. Não pára. Não retroage. Não acelera. Não retarda. Pisco os olhos e já passou, não volta mais. Fecho-os na esperança de fazê-lo passar devagar em um momento de felicidade, mas não é possível. Ainda que veementemente o queira apressar, todavia ele continuará freqüente.

Lamentarei? De maneira nenhuma! Os copos que derrubei, o dinheiro que perdi, os porres que tomei, as lágrimas que chorei e ainda as que provoquei em outros, não me fazem querer voltar, fazer diferente não solucionaria nada. Males acontecem e não existe um porquê, é eventual, é fortuito.

Não seria quem sou sem as vitórias e as derrotas que vivi. Se eliminasse algumas delas do meu currículo seria alguém diferente, uma estranha de mim mesma. Cada traço de minha personalidade são marcas da vida que no decorrer do tempo foi esboçando um ser impregnado de peculiaridade, de manias, de defeitos – ah,os defeitos, como os necessito, são parte de mim, jamais me desfaria deles – enfim, um ser cheio de si. Não a nada que eu queira ou precise ser senão exatamente quem sou.

O tempo tudo muda. É ele um agente de transformação. À medida que a vida transcorre seus embalos vai-se quase que imperceptivelmente traçando outros pontos em mim, e me torna um novo eu, com o qual, presentemente, me identifico mais que o de outrora.

Há uma energia correndo no ar, sem pra que, nem porquê, ela apenas está aí.

Respire fundo, sinta-a adentrar o seu ser. É a força da vida, ela não tem ambições nem ao seu nem ao meu respeito, ela não quer te levar à algum lugar nem melhor nem pior do que você está, ela não pretende te fazer bom ou ruim, ela não tenciona absolutamente nada. Ela apenas está no ar, movendo, transformando, sem saber no que vai dá, sem saber o final.


Respire fundo, há uma energia no ar!