
Resolvi escrever algo muito inútil hoje! Tenho o costume de fazer essas coisas, mas neste dia em especial me sinto muito motivada a transpor as barreiras da inutilidade. De que estou falando? Óbvio, de paixão.
É tão impressionante como ela nos congela os sentidos, nos levando do estado de racionalidade para um além de nossas cognições; seria como se num instante nos esvaísse de senso e fossemos movidos unicamente pelo instinto. Em poucos momentos nos assemelhamos tanto ao que realmente somos, animais, com algum adestramento, mas ainda animais.
Os resquícios da razão fazem sua tentativa: “não se entregue”. Mas parece ser insuficiente, já estamos entregues, como um barco em alto mar, sem velas e sem naus, a onda leva, não se sabe pra onde. Uau, isso parece perigoso! E deveras o é. Entretanto quem se importa? Aliás, quem se recorda de ter se percebido neste estado de tão grande perigo? É, supõe-se agora esta subconsciência.
Não se iluda, você jamais sairá dessa odisséia ileso. Por mais bem sucedida que se culmine sua viagem, ainda assim você trará as agruras desta deriva. Ausentar-se de si tem suas desventuras, mas porque não dizer que ainda assim tem como apreciar essa peripécia?!
Uma psicodelia está tão de bom-tom em nossos tempos.
Porque estou falando disso? É, meus caros, fui pega! Não há como se desvencilhar, fugir será uma tentativa vã, afinal, não se pode fazer muito sem velas e remos, é contar com a sorte. Já vivo as primeiras adversidades dessa jornada, já me debati muito, já balancei meu corpo contra a onda, e acredite, faz ficar mais difícil.
A partir de agora fecho os olhos, sinto o balanço, há tantas cores e sons, há tantos gostos e percepções, como numa viagem de ácido, cair numa “bad trip” faz parte, se o embalo está me levando para rochas já não importa, não abrirei os olhos até que tenha ancorado em terra firme novamente.
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