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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vida Louca, Vida Breve...



Estou a cerca de 2 meses da minha mudança de vida. Os preparativos seguem em ritmo satisfatório, as emoções encontram-se à flor-da-pele e a saudade já começa a importunar. Nem ao menos fui ainda.
Penso nos amigos, penso na família, penso na solidão que me visitará nas longas noites longe de casa, penso até mesmo na falta do meu violão.
Alcançar um sonho não é tarefa fácil, é uma longa jornada até se deparar com sua realização pessoal, mas me impressiono em como até isso me entremete em divagações filosóficas a respeito do sentido da busca, do sentido da vitória ou se apenas se lhe não tem. Tenho procurado não pensar nisso, ainda que nele decaia vez ou outra.
Não são muitos os medos que me tomam, muito maiores são as pré-nostalgias, entretanto não há como não se assustar com a possibilidade de rejeição, com a total mudança na maneira de viver, com a falta de êxito, mas ainda o maior medo que me toma é o da mudança dos que ficam. É fato que tudo mudará, eu também mudarei e é esse desconhecido que me traz histeria, contudo ainda me resulta excitante.

VIDA LOUCA, VIDA BREVE, JÁ QUE EU NÃO POSSO TE LEVAR QUERO QUE VOCÊ ME LEVE!

Sinto-me saltando de um avião, munida com um pára-quedas dos mais frajutos, a possibilidade de se estripar é grande, porém a sensação da queda é inigualável. Há os que preferem a segurança da terra firme, também é acolhedora para mim, mas, sem dúvidas, muito menos instigante que o perigo. Mesmo que se por um momento me fosse permitido ver o final dessa jornada e que se me apresentasse como falha, ainda assim arriscaria. Arriscaria como quem tem fé, como quem a tem na vida, ela que não se mantém uniforme, pois, de louca que é não se contém em si.


Entonces: Vamos hermanos! Viva la vida loca!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Ciclo da Vida


"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.
E termina tudo com um ótimo orgasmo!
Não seria perfeito?"


(Charles Chaplin)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Travel


Resolvi escrever algo muito inútil hoje! Tenho o costume de fazer essas coisas, mas neste dia em especial me sinto muito motivada a transpor as barreiras da inutilidade. De que estou falando? Óbvio, de paixão.

É tão impressionante como ela nos congela os sentidos, nos levando do estado de racionalidade para um além de nossas cognições; seria como se num instante nos esvaísse de senso e fossemos movidos unicamente pelo instinto. Em poucos momentos nos assemelhamos tanto ao que realmente somos, animais, com algum adestramento, mas ainda animais.

Os resquícios da razão fazem sua tentativa: “não se entregue”. Mas parece ser insuficiente, já estamos entregues, como um barco em alto mar, sem velas e sem naus, a onda leva, não se sabe pra onde. Uau, isso parece perigoso! E deveras o é. Entretanto quem se importa? Aliás, quem se recorda de ter se percebido neste estado de tão grande perigo? É, supõe-se agora esta subconsciência.

Não se iluda, você jamais sairá dessa odisséia ileso. Por mais bem sucedida que se culmine sua viagem, ainda assim você trará as agruras desta deriva. Ausentar-se de si tem suas desventuras, mas porque não dizer que ainda assim tem como apreciar essa peripécia?!

Uma psicodelia está tão de bom-tom em nossos tempos.

Porque estou falando disso? É, meus caros, fui pega! Não há como se desvencilhar, fugir será uma tentativa vã, afinal, não se pode fazer muito sem velas e remos, é contar com a sorte. Já vivo as primeiras adversidades dessa jornada, já me debati muito, já balancei meu corpo contra a onda, e acredite, faz ficar mais difícil.

A partir de agora fecho os olhos, sinto o balanço, há tantas cores e sons, há tantos gostos e percepções, como numa viagem de ácido, cair numa “bad trip” faz parte, se o embalo está me levando para rochas já não importa, não abrirei os olhos até que tenha ancorado em terra firme novamente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010


"Não voltaria um único dia na minha vida, e lembranças boas é o que não me faltam.
(...)
Não voltaria ao dia de ontem - e ontem eu era mais jovem do que hoje, ontem eu era mais romântica do que hoje, ontem eu nem tinha pensado em escrever esta crônica, ontem faz mil anos. Não tenho saudades de mim com menos celulite, não tenho saudades de mim mais sonhadora. Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. (...) Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim.
"
(Martha Medeiros)


O tempo é uma constante. Não pára. Não retroage. Não acelera. Não retarda. Pisco os olhos e já passou, não volta mais. Fecho-os na esperança de fazê-lo passar devagar em um momento de felicidade, mas não é possível. Ainda que veementemente o queira apressar, todavia ele continuará freqüente.

Lamentarei? De maneira nenhuma! Os copos que derrubei, o dinheiro que perdi, os porres que tomei, as lágrimas que chorei e ainda as que provoquei em outros, não me fazem querer voltar, fazer diferente não solucionaria nada. Males acontecem e não existe um porquê, é eventual, é fortuito.

Não seria quem sou sem as vitórias e as derrotas que vivi. Se eliminasse algumas delas do meu currículo seria alguém diferente, uma estranha de mim mesma. Cada traço de minha personalidade são marcas da vida que no decorrer do tempo foi esboçando um ser impregnado de peculiaridade, de manias, de defeitos – ah,os defeitos, como os necessito, são parte de mim, jamais me desfaria deles – enfim, um ser cheio de si. Não a nada que eu queira ou precise ser senão exatamente quem sou.

O tempo tudo muda. É ele um agente de transformação. À medida que a vida transcorre seus embalos vai-se quase que imperceptivelmente traçando outros pontos em mim, e me torna um novo eu, com o qual, presentemente, me identifico mais que o de outrora.

Há uma energia correndo no ar, sem pra que, nem porquê, ela apenas está aí.

Respire fundo, sinta-a adentrar o seu ser. É a força da vida, ela não tem ambições nem ao seu nem ao meu respeito, ela não quer te levar à algum lugar nem melhor nem pior do que você está, ela não pretende te fazer bom ou ruim, ela não tenciona absolutamente nada. Ela apenas está no ar, movendo, transformando, sem saber no que vai dá, sem saber o final.


Respire fundo, há uma energia no ar!

terça-feira, 6 de abril de 2010

SEM FIM



Aiai
,
Aqui estou para meu primeiro post. Objetivo? Nem tudo na vida tem um objetivo, arrisco dizer que talvez a vida não possua uma finalidade, que não seja um meio para se alcançar um fim, mas que "apenas" seja um fim em si mesma.
Que costume temos de buscar finalidade para tudo (deixo essa para os seres inanimados, os quais não possuem consciência de seu estado, mas são objetos idealizados pelos que a possuem).
Quem possui a existência das coisas? Quem possui a minha existência? A quem é atribuído o despontar de minha consciência? Devo enxergar-me como um instrumento para se obter um fim? Que fim? Por isso procuram o sentido da vida. MINHA FINALIDADE É VIVER E O MEIO PARA SE OBTER ISSO É A VIDA, nada mais que isso, minha existência não pretende conseguir nada senão que me mantenha existindo. Ela se basta, ela é o fim em si mesma.

"NASCI PARA SATISFAZER A GRANDE NECESSIDADE QUE EU TINHA DE MIM MESMO." (Sarte)

Ideologias a parte, esse blog não pretende trazer nada de útil, ainda que quem o lê se sinta por vezes instigado a pensar (suponho agora que o ato de pensar possa prover frutos proveitosos). Entretanto são apenas pensamentos sobre a vida, sobre as coisas, sobre as relações, e vez ou outra alguma intimidade.

Sua ideologia é bem vinda aqui!
Abraços.