quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vida Louca, Vida Breve...



Estou a cerca de 2 meses da minha mudança de vida. Os preparativos seguem em ritmo satisfatório, as emoções encontram-se à flor-da-pele e a saudade já começa a importunar. Nem ao menos fui ainda.
Penso nos amigos, penso na família, penso na solidão que me visitará nas longas noites longe de casa, penso até mesmo na falta do meu violão.
Alcançar um sonho não é tarefa fácil, é uma longa jornada até se deparar com sua realização pessoal, mas me impressiono em como até isso me entremete em divagações filosóficas a respeito do sentido da busca, do sentido da vitória ou se apenas se lhe não tem. Tenho procurado não pensar nisso, ainda que nele decaia vez ou outra.
Não são muitos os medos que me tomam, muito maiores são as pré-nostalgias, entretanto não há como não se assustar com a possibilidade de rejeição, com a total mudança na maneira de viver, com a falta de êxito, mas ainda o maior medo que me toma é o da mudança dos que ficam. É fato que tudo mudará, eu também mudarei e é esse desconhecido que me traz histeria, contudo ainda me resulta excitante.

VIDA LOUCA, VIDA BREVE, JÁ QUE EU NÃO POSSO TE LEVAR QUERO QUE VOCÊ ME LEVE!

Sinto-me saltando de um avião, munida com um pára-quedas dos mais frajutos, a possibilidade de se estripar é grande, porém a sensação da queda é inigualável. Há os que preferem a segurança da terra firme, também é acolhedora para mim, mas, sem dúvidas, muito menos instigante que o perigo. Mesmo que se por um momento me fosse permitido ver o final dessa jornada e que se me apresentasse como falha, ainda assim arriscaria. Arriscaria como quem tem fé, como quem a tem na vida, ela que não se mantém uniforme, pois, de louca que é não se contém em si.


Entonces: Vamos hermanos! Viva la vida loca!

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